Parecer académico de Ana Salgado e Manuel João Lemos de Sousa sobre as palavras terminadas em -lito, no âmbito da terminologia das rochas ígneas.

O nome com elemento de composição -litos, do grego líthos, ‘pedra’,
ocorre em diversos termos da nomenclatura terminológica das rochas. Os
termos formados com este elemento de composição têm origem em líthos,
com -i- breve, o que pressupõe a formação de palavras esdrúxulas
(acentuadas na antepenúltima sílaba), e não graves (acentuadas na penúltima
sílaba), ou seja, a forma mais correta do ponto de vista etimológico, por se
tratar de um elemento grego, é considerar a acentuação esdrúxula.
Ora, tomando como referência três escolas, nomeadamente
Coimbra, Lisboa e Porto, verifica-se que as variantes graves são
frequentemente usadas no meio académico conimbricense e lisboeta,
enquanto no Porto as formas esdrúxulas são, de forma geral, mais usadas.
O povo português, na maior parte dos casos, põe o acento tónico da
penúltima sílaba, tornando essas palavras graves. Contudo, a tendência para
os vocábulos graves há de sempre contrariar as prosódias latino-helénicas.
Embora seja sempre desejável seguir a pronúncia etimológica recomendada
pelos puristas, o hábito linguístico com que determinado vocábulo acaba

por se fixar na língua tem cada vez mais peso em questões lexicográficas – a

consagração pelo uso.
Desta maneira, atestamos as duas formas, mantendo, contudo, as
esdrúxulas como preferenciais e registando como remissivas as formas
graves, por serem tão frequentes.
riólito s. m. Geol. Rocha ígnea vulcânica que
ocorre sob a forma de diques, com composição
química equivalente à do granito.
riolito s. m. Geol. O m.q. riólito.

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